O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta terça-feira (12), no Palácio do Planalto, o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, iniciativa federal voltada ao combate de facções criminosas, milícias e redes de crime financeiro em todo o país.
Durante o lançamento, Lula afirmou que o objetivo é enfrentar o crime em diferentes níveis, desde organizações armadas nas periferias até esquemas operados por integrantes da elite econômica.
Plano prevê investimento de R$ 11 bilhões
O programa contará com orçamento estimado em R$ 11 bilhões e será estruturado em quatro frentes principais:
- combate financeiro às organizações criminosas;
- fortalecimento da segurança máxima no sistema prisional;
- aumento da taxa de esclarecimento de homicídios;
- enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.
Segundo o presidente, a iniciativa busca ampliar a integração entre União e estados na área de segurança pública.
“Estamos dizendo ao crime organizado que eles não serão mais donos de territórios que pertencem ao povo brasileiro”, afirmou Lula durante o evento.
Ministério da Segurança Pública
Na cerimônia, Lula também declarou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública após a aprovação da chamada PEC da Segurança Pública pelo Senado Federal. O texto já passou pela Câmara dos Deputados e aguarda análise dos senadores.
De acordo com o presidente, a proposta busca ampliar a participação do governo federal nas políticas de segurança sem retirar autonomia dos estados.
Participação de autoridades
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, participou do evento e destacou projetos aprovados pela Casa voltados à segurança pública, incluindo propostas relacionadas ao combate às facções criminosas.
Já o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, durante a solenidade, que o porte de armas deve permanecer restrito às forças policiais e fez críticas à política armamentista adotada no governo anterior.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não compareceu ao lançamento do programa.
Por Redação

