PF e PGR consideram insuficiente proposta de delação de Daniel Vorcaro

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A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitaram, em uma primeira análise, o conteúdo apresentado pela defesa do empresário Daniel Vorcaro para um possível acordo de delação premiada.

Segundo informações divulgadas pela CNN, os advogados do ex-banqueiro entregaram às autoridades um pen drive contendo documentos e relatos organizados em anexos separados por personagens envolvidos. O material inclui detalhes sobre encontros, viagens, reuniões e eventos com participação de agentes políticos.

Após avaliação inicial, PF e PGR entenderam que as informações apresentadas ainda não são suficientes para formalizar o acordo de colaboração. As autoridades solicitaram novos elementos e mais detalhes para que a negociação avance.

De acordo com fontes ligadas à investigação, os nomes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro não aparecem no conteúdo entregue até o momento. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro poderá ser citado em um dos anexos apresentados pela defesa.

Enquanto as tratativas seguem em andamento, investigadores continuam analisando equipamentos eletrônicos apreendidos com Vorcaro. Ao todo, oito celulares foram recolhidos pela PF. Um dos aparelhos já periciados possui cerca de 400 gigabytes de arquivos e aproximadamente 8 mil vídeos armazenados.

Preso preventivamente desde março, Vorcaro foi transferido do presídio federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, onde passou a negociar o possível acordo de colaboração com acompanhamento diário de seus advogados. O empresário havia sido detido pela segunda vez no dia 4 de março, em São Paulo. Seu cunhado, Fabiano Zettel, também segue preso.

Por Redação

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