Fotos: Divulgação/Agência Senado/Ascom/Prefeitura de Salvador
O clima na base governista da Bahia anda quente. O senador Ângelo Coronel (PSD) tem sido alvo de fortes investidas do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que não mede esforços para atrair o parlamentar ao seu palanque em 2026. A movimentação acendeu o alerta entre os petistas, que veem a eventual saída de Coronel como uma perda quase irreparável para o grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Em Brasília, Coronel é descrito como um político habilidoso e discreto, capaz de levar consigo uma expressiva lista de prefeitos e deputados, o que poderia provocar um efeito dominó na base. Essa possibilidade preocupa ainda mais diante de críticas internas à chamada “chapa puro sangue” do PT, composta por nomes como Jaques Wagner(PT) (Candidato ao Senado), Rui Costa(PT) (Candidato ao Senado) e Jerônimo Rodrigues(PT) ( Candidato a Governo ). Segundo aliados, a repetição de candidaturas petistas é vista até mesmo pelo conselho político da base como desnecessária, reacendendo o desejo do ministro da Casa Civil, Rui Costa, de disputar o Senado.

Foto Dinaldo Silva/BNEWS – Reprodução/YouTube – Joilson César/BNEWS
Coronel, por sua vez, parece decidido a não repetir a experiência do ex-vice-governador João Leão. Em 2022, após anos de fidelidade ao grupo, Leão deixou a base governista depois de ver frustrado seu sonho de assumir o governo do Estado. À época, ele foi surpreendido por uma entrevista de Jaques Wagner anunciando a permanência de Rui Costa até o fim do mandato descumprindo um acordo com o Cacique Pepista , o que minou suas expectativas e o levou a apoiar ACM Neto na disputa estadual.
Naquele pleito, a popularidade de Lula na Bahia foi considerada determinante para a vitória de Jerônimo Rodrigues, apesar da articulação de Neto com caciques regionais. Ainda assim, a leitura entre aliados do ex-prefeito é de que, para 2026, a combinação de sua popularidade na Capital com a experiência de líderes tradicionais no interior, como Leão e Coronel, poderá formar um palanque mais competitivo.
Embora não demonstre pressa em chegar ao Palácio de Ondina, ACM Neto trabalha nos bastidores para fortalecer sua presença no cenário nacional, enquanto “corteja” Coronel e tenta costurar alianças capazes de tornar sua candidatura mais robusta.
Por Mateus Bezerra

