O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região determinou, em caráter liminar, a retirada da montadora chinesa BYD de um cadastro oficial do governo federal que reúne empresas investigadas por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (9).
A medida ocorre poucos dias após a inclusão da empresa na chamada “lista suja”, divulgada na última segunda-feira (6), conforme noticiado pela imprensa nacional.
O caso tem origem em uma fiscalização realizada há cerca de um ano e meio, quando trabalhadores chineses foram encontrados em situação considerada irregular durante obras da fábrica da montadora em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, 163 pessoas teriam sido submetidas a condições classificadas como análogas à escravidão. Durante a operação, auditores fiscais também identificaram possíveis irregularidades na documentação apresentada às autoridades migratórias, o que pode ter facilitado a entrada dos trabalhadores no Brasil.
Por Redação

