Reforma ministerial avança e Lula confirma Alckmin como vice na corrida pela reeleição

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Foto: Cadu Gomes/ VPR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (31), durante reunião no Palácio do Planalto, uma ampla reformulação em sua equipe de governo. Ao todo, 14 ministros deixam seus cargos imediatamente, enquanto outros integrantes ainda devem definir, até o fim da semana, se permanecem ou deixam a Esplanada. A movimentação atende ao prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral, que se encerra em 4 de abril.

Segundo o presidente, parte das mudanças já foi efetivada durante o encontro, enquanto outras devem ocorrer nos próximos dias. Um dos casos é o do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que permanece no cargo até quinta-feira (2), quando participa, ao lado de Lula, da inauguração de uma nova linha do metrô em Salvador.

Durante a reunião, Lula ressaltou que a saída dos ministros ocorre em razão das eleições. “Eles terão novas missões nos próximos meses. É legítimo que disputem cargos eletivos”, afirmou.

Ainda há indefinição sobre a permanência de alguns nomes no governo, como Wolney Queiroz (Previdência), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Márcio França (Empreendedorismo). Além disso, há ministros que devem deixar os cargos após o prazo legal, a exemplo de Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação, que também deve se dedicar à campanha eleitoral.

Para evitar descontinuidade administrativa, Lula indicou que a maior parte das substituições será feita por integrantes das próprias pastas, especialmente secretários-executivos. A estratégia busca garantir a continuidade das políticas públicas já em andamento.

“O governo está funcionando e precisa seguir assim até o fim do mandato. Não faz sentido iniciar novas gestões agora, faltando poucos meses”, destacou o presidente.

Na mesma ocasião, Lula confirmou que Geraldo Alckmin (PSB) será novamente seu candidato a vice-presidente na disputa pela reeleição. Atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alckmin também deixará o cargo para se dedicar à campanha.

Por Redação

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