Segundo as investigações, o grupo utilizava uma estratégia elaborada: integrantes alugavam automóveis regularmente, instalavam dispositivos de rastreamento ocultos e providenciavam a cópia das chaves antes de devolver os carros. Posteriormente, quando os veículos eram locados por outros clientes, os suspeitos monitoravam a localização por meio do GPS clandestino e realizavam o furto utilizando as chaves duplicadas.
Após a subtração, os automóveis passavam por alterações para dificultar a identificação. De acordo com a polícia, eram adulterados sinais identificadores como chassi, motor e vidros, além da produção de documentação falsa. Os carros eram direcionados, principalmente, para municípios do interior, onde circulavam com placas clonadas ou eram revendidos de forma ilegal, gerando prejuízos expressivos às empresas do setor.
A operação mobilizou cerca de 150 policiais de unidades especializadas, incluindo o Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) e a Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE). Mandados judiciais foram cumpridos em cidades como Salvador, Feira de Santana, Aracaju e Balneário Camboriú.
A força-tarefa busca desarticular toda a estrutura da organização criminosa, interrompendo a atuação do grupo em diferentes estados e aprofundando as investigações para identificar outros possíveis envolvidos.
Por Redação

