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É sabido por todos que a ex-prefeita de Lauro de Freitas e agora secretária-executiva do Conselho da Federação no Ministério das Relações Institucionais (Serin) do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse publicamente que, por ora, não sente o desejo de voltar para Lauro de Freitas como prefeita, mas sim disputar a Câmara Federal, retornando após largar o seu mandato para disputar a prefeitura de Lauro de Freitas em 2016, tendo ocupado o posto até 2024.
No entanto, a rádio corredor tem falado em um possível temor de caciques ligados ao União Brasil de que a ex-chefe do Executivo dispute o pleito em 2028, torcendo para que a mesma seja eleita deputada federal, pois dificilmente deixaria o mandato para disputar a prefeitura de Lauro de Freitas.

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Outrora, esses caciques temem a atual mandatária da Serin por conta de sua capacidade de articulação política. A “dama de vermelho” não costuma dar moleza para os adversários, tendo um amplo conhecimento sobre o cenário político em Lauro de Freitas, pois todos os seus oponentes na cidade um dia foram seus pupilos ou aliados e a conhecem bem.
Tendo em mente que, para vencer o candidato escolhido por Moema Gramacho, o então ex-vereador Rosalvo, foi necessário que vários titãs da política se aglutinassem em torno de Débora Régis. Tais como o deputado João Leão, ex-prefeito de Lauro de Freitas que em 2020 apoiou Moema na disputa; também o empresário Teobaldo Costa, que disputou a prefeitura do município também em 2020; no mesmo pleito estava a então deputada estadual Mirela Macedo; e o ex-deputado federal Cacá Leão, que também chegou a declarar apoio a Moema em 2020.
Todos têm em mente que é melhor Moema em Brasília do que em Lauro. Embora, no caso de Cacá Leão, haja uma questão de sobrevivência política relacionada aos votos em Lauro de Freitas, que detêm a atenção de toda uma classe política.

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Em outro ponto de vista, a coluna do Metrópoles News apurou junto a lideranças políticas próximas a Moema Gramacho que há uma torcida de aliados próximos para que a mesma vá realmente para Brasília, mirando o aumento de sua popularidade no interior do estado, de olho em um futuro não tão distante na sucessão do governador Jerônimo Rodrigues. Vale salientar que, em 2022, o nome de Moema foi a indicação do senador Jaques Wagner para o cargo. No entanto, foi descoberto que o ex-governador Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, vinha preparando Jerônimo Rodrigues para sucedê-lo.
Caso o cenário descrito por esta matéria ocorra, o desejo dos adversários se transformaria em verdadeiro calcanhar de Aquiles.
Todos os citados na Matéria Detêm o direito de resposta.
Por Mateus Bezerra

