Governador acompanha Luiz Inácio Lula da Silva em missão internacional para produção de medicamentos na Bahia

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A viagem do governador Jerônimo Rodrigues à Índia e à Coreia do Sul, integrando a comitiva oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marca um novo avanço na política de saúde pública e no fortalecimento da indústria farmacêutica nacional. A missão tem como objetivo firmar acordos internacionais para viabilizar a produção de medicamentos de alto custo pela Bahiafarma.

A iniciativa busca reduzir a dependência do Brasil de medicamentos importados e ampliar o acesso a tratamentos essenciais, especialmente para pacientes com câncer e doenças raras atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A Bahia está assumindo um papel estratégico na soberania farmacêutica do Brasil. Não podemos depender exclusivamente de importações para garantir vida e dignidade às pessoas”, afirmou o governador.

Bahia quer se tornar polo nacional de medicamentos

A missão internacional inclui a participação da secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, e da diretora-presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes. O objetivo central é transformar o estado em referência nacional na produção de medicamentos oncológicos e tratamentos para doenças raras.

O projeto pretende fortalecer o sistema público de saúde e reduzir vulnerabilidades históricas relacionadas ao fornecimento desses medicamentos no país.

A estratégia ganhou impulso em 2024, quando a Bahiafarma firmou parceria com a empresa brasileira Bionovis em uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). A partir dessa base, novos acordos internacionais serão estabelecidos com empresas do setor farmacêutico global.

O plano prevê a produção de quatro biofármacos estratégicos:

  • Eculizumabe
  • Pertuzumabe
  • Nivolumabe
  • Bevacizumabe

Juntos, esses medicamentos representam mais de R$ 1,7 bilhão por ano em compras do SUS, atualmente realizadas majoritariamente no mercado internacional.

Com a modernização do parque industrial da Bahiafarma, localizado em Simões Filho, a produção será internalizada gradualmente no estado.

Além de reduzir custos entre 20% e 25% para o Ministério da Saúde, o projeto deve gerar empregos qualificados e posicionar a Bahia como referência nacional em biotecnologia aplicada à saúde pública.

Por Redação

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