A policial militar presa pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, o “Leo Lanches”, passará por audiência de custódia nesta quarta-feira, 5. A agente, que segundo informações obtidas com exclusidade pelo portal A TARDE se chama Valdilene Nonato França Santos, ficou em silêncio durante depoimento realizado no ato da prisão, na terça, 4.
Em conversa com a reportagem, a delegada Zaira Pimentel, titular da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), unidade responsável pelas investigações, informou que houve uma perícia complementar no dia seguinte do crime, devido à repercussão do caso e clamor familiar.
Após oitivas de testemunhas e policiais e também das análise do circuito de câmeras corporais que os policiais portavam no momento da ação, a unidade chegou à conclusão de que seria necessário o pedido de prisão, que prontamente foi deferido pelo Poder Judiciário.
“Ela exerceu direito de silêncio, estava acompanhada de advogados, foi custodiada no Batalhão de Choque da Polícia Militar e está à disposição da Justiça, que provavelmente vai ser submetida na data de hoje à audiência de custódia”, disse Zaira.
Investigação continua e deve ser concluída em até 30 dias
Outro policial, que estava presente no momento do assassinato de Léo, também prestou depoimento, e confirmou os indícios que já estavam em análise pela corporação.
“Todos os depoimentos tiveram relevância. Obviamente que o depoimento da família vem com uma carga emocional muito grande, então nós priorizamos a prova técnica. Mas o depoimento do policial confirmou algumas coisas que já foram analisadas dentro do contexto dos relatórios de imagem”, explicou a titular.
Mesmo com a prisão de Valdilene, as investigação continuam para analisar de oitivas e laudos periciais. Agora, a unidade tem até 30 dias para concluir a investigação por completo e encaminhar ao Poder Judiciário.
Fonte A Tarde

