O ministro Dario Durigan (Fazenda)
O governo federal avalia permitir que trabalhadores utilizem uma parcela do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de dívidas. A proposta em discussão prevê a liberação de até 20% do valor disponível nas contas individuais.
A medida deve ser voltada principalmente para pessoas com renda de até cinco salários mínimos, faixa que representa a maior parte da população brasileira. A iniciativa faz parte de um pacote mais amplo voltado à redução do endividamento no país.
Segundo informações do Ministério da Fazenda, a expectativa é que a liberação injete cerca de R$ 7 bilhões na economia, ao mesmo tempo em que contribua para a renegociação de débitos com juros mais baixos.
Além do saque parcial do FGTS, o plano inclui a participação de instituições financeiras, que deverão oferecer descontos nas dívidas e condições facilitadas de refinanciamento. O governo também estuda atuar como garantidor dessas operações, com o objetivo de reduzir o risco para os bancos e, consequentemente, as taxas de juros cobradas.
A proposta ainda está em fase de definição e deve estabelecer limites para evitar impactos negativos no próprio fundo, que também financia áreas como habitação e infraestrutura.
A expectativa é que o programa alcance milhões de brasileiros e funcione como uma alternativa para reorganizar a vida financeira de quem enfrenta dificuldades com dívidas.
Por Redação

