Viagra e vacina como possíveis aliados contra o Alzheimer

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Pesquisadores identificaram resultados promissores em novos estudos que investigam medicamentos já existentes como possíveis tratamentos ou formas de prevenção da doença de Alzheimer. Entre os compostos analisados estão o Viagra (sildenafila), o riluzol e a vacina contra herpes-zóster, originalmente indicados para outras condições de saúde.

O estudo foi financiado pela Alzheimer’s Society, conduzido pela University of Exeter e publicado na revista científica Alzheimer’s Research and Therapy. Segundo os pesquisadores, os resultados iniciais indicam potencial proteção cerebral e melhora das funções cognitivas.

De acordo com as análises, a sildenafila — princípio ativo do Viagra — pode ajudar a proteger células nervosas e reduzir o acúmulo da proteína tau, associada ao desenvolvimento do Alzheimer quando depositada de forma anormal no cérebro.

Em testes realizados com camundongos, o medicamento também apresentou melhora significativa na memória e no raciocínio. Os pesquisadores atribuem esse efeito ao aumento do fluxo sanguíneo cerebral proporcionado pela substância.

Além da sildenafila, o riluzol — utilizado atualmente no tratamento da doença do neurônio motor — apresentou melhora no desempenho cognitivo em estudos com animais.

Os testes também apontaram redução nos níveis da proteína tau, reforçando o potencial do medicamento como alternativa terapêutica para doenças neurodegenerativas.

A vacina contra herpes-zóster Zostavax foi considerada uma das candidatas mais promissoras do estudo. Os cientistas sugerem que pode existir uma relação entre o vírus e o desenvolvimento de demência.

Segundo a pesquisa, alterações no sistema imunológico desempenham papel importante no Alzheimer. A vacina demonstrou capacidade de interagir com o sistema imune de forma que pode ajudar a neutralizar processos prejudiciais associados à doença.

Apesar dos resultados animadores, especialistas destacam que ainda são necessários mais estudos e testes clínicos em humanos para confirmar a eficácia dessas abordagens.

Por Redação

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