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De acordo com as investigações, os privilégios oferecidos pelo gerente à advogada iam desde atendimento prioritário na agência — onde ela sequer precisava enfrentar filas — até trocas frequentes de mensagens por aplicativos com a investigada e o irmão dela. Nessas conversas, o servidor chegava a informar se determinadas pessoas teriam direito ao benefício solicitado de forma irregular, atuando, assim, como facilitador de todo o esquema.
Como o golpe era aplicado
A apuração revelou que a advogada concentrava suas ações principalmente em pedidos de auxílio-maternidade rural. Para isso, falsificava documentos que simulavam vínculos empregatícios de clientes com empresas onde jamais haviam trabalhado, gerando prejuízos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Ela abordava gestantes e dizia que tinham direito ao benefício simplesmente por estarem grávidas. No entanto, esse auxílio é destinado exclusivamente a quem exerce atividade rural. Para burlar essa exigência, a advogada, em conluio com o proprietário de uma fazenda, fabricava contratos de arrendamento que simulavam relações de trabalho, o que era suficiente para a aprovação do benefício”, detalhou um policial que participou das investigações.

