Fotos: Reprodução / TV Bahia / Foto Ilustração via Mercado Livre

Segundo informações do Alô Juca, ao final da audiência, a Justiça determinou o relaxamento da prisão e expediu alvará de soltura. Na decisão, a magistrada entendeu que, neste momento da investigação, não há elementos que comprovem a materialidade do crime.
Consta no parecer judicial que, durante a abordagem, policiais realizaram buscas no aparelho celular do médico, que foi desbloqueado voluntariamente. Em seguida, já na delegacia, ele também autorizou o acesso à galeria de fotos, aplicativo Meta View, nuvem iCloud, lixeira e arquivos apagados, fornecendo inclusive a senha pessoal. Nenhum vídeo ou imagem relacionado à denúncia foi encontrado.
Na audiência de custódia, a juíza destacou que o crime investigado exige a existência do registro audiovisual para comprovação da materialidade. Na falta de provas, foi determinado o relaxamento da prisão do médico.
Com a medida, o caso continua sendo investigado e o médico responderá ao processo em liberdade, e novas diligências poderão ser realizadas ao longo da apuração para esclarecer as circunstâncias da denúncia.
RELEMBRE O CASO
O ginecologista havia sido preso na última sexta-feira (10), após uma paciente denunciar que ele estaria utilizando um equipamento semelhante a um óculos com câmera para registrar imagens das partes íntimas durante a consulta. Durante a abordagem, o suspeito confessou a prática aos policiais, alegando que as imagens seriam utilizadas para “fins de pesquisa”.
Segundo informações confirmadas pelo Bahia Notícias (BN), o médico utilizava um óculos de grau que continha uma câmera de inteligência artificial para gravar os atendimentos com as pacientes. A câmera fica localizada na parte superior do óculos, de uma forma escondida.

