O religioso Frei Gilson passou a ser investigado após uma denúncia encaminhada ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por supostas falas consideradas discriminatórias contra mulheres e pessoas LGBT+.
A representação foi protocolada pelo jornalista e escritor Brendo Silva, ex-noviço, que acusa o frei de utilizar expressões ofensivas durante homilias, entrevistas e publicações nas redes sociais ao abordar temas relacionados à homossexualidade.
De acordo com a denúncia, Frei Gilson teria usado termos considerados ultrapassados, como “homossexualismo”, além de associar a homossexualidade a expressões como “desordem”, “contrariedade à lei natural” e “depravação grave”.
No documento enviado ao MP-SP, Brendo Silva argumenta que a liberdade religiosa não deve ser utilizada para justificar discursos discriminatórios. Segundo ele, as declarações reforçariam preconceitos históricos contra a população LGBT+ e também colocariam mulheres em posição de inferioridade.
O caso deverá ser analisado pelo Ministério Público, que irá avaliar se as declarações citadas na representação configuram violação à legislação brasileira relacionada a discursos discriminatórios e direitos fundamentais.
Por Redação

