Integrantes do grupo político ligado a ACM Neto têm acompanhado com cautela os recentes movimentos do ministro Rui Costa no cenário baiano. Nos bastidores, a avaliação é de que o ex-governador reúne uma combinação estratégica de habilidade política, conhecimento técnico da gestão pública e forte capacidade de influenciar o debate público.
Nos últimos dias, Rui voltou a ganhar protagonismo ao fazer críticas diretas a adversários e à gestão municipal de Salvador. Entre as declarações, classificou o prefeito de Jequié, Zé Cocá, como traidor, questionou critérios do programa habitacional Morar Melhor e destacou investimentos do estado na construção de hospitais ao longo das últimas duas décadas.
Dentro do grupo oposicionista, há o entendimento de que Rui consegue reagir com rapidez às críticas e sustentar suas posições com dados concretos nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura, o que fortalece sua presença no debate político.
Esse peso político também é atribuído ao seu histórico dentro dos governos do PT na Bahia. Desde a eleição de Jaques Wagner, em 2006, Rui teve papel relevante na condução administrativa do estado, consolidando-se como uma das principais lideranças estratégicas do grupo. Para aliados, essa experiência técnica aliada à atuação política se torna um diferencial importante, sobretudo em períodos eleitorais, quando comparações de gestão ganham destaque.
A expectativa é de que, nos próximos dias, Rui Costa deixe o cargo ministerial para se dedicar integralmente à disputa eleitoral, incluindo a corrida ao Senado e o apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. No campo adversário, há preocupação de que sua atuação mais direta intensifique a pressão sobre a oposição, especialmente diante dos índices de aprovação que ele mantém no estado, considerados internamente elevados — em alguns casos, até superiores aos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Por Redação

