Jaques Wagner defende manutenção da chapa de 2022 e sinaliza apoio a Geraldo Júnior como vice

Nos Corredores do Poder

O senador Jaques Wagner defendeu, nesta segunda-feira (30), a manutenção da chapa majoritária eleita em 2022 na Bahia, em meio a novas articulações políticas envolvendo o deputado federal Elmar Nascimento e uma possível recomposição com o grupo governista.

Wagner afirmou que sua posição é clara: manter a estrutura que venceu a última eleição, com o governador Jerônimo Rodrigues e o vice Geraldo Júnior novamente na chapa.

“Minha posição já é pública do que eu acho. O tripé está montado com governador e dois senadores, a chapa conforme ela foi vitoriosa em 2022. Essa é a minha opinião”, declarou.

Disputa por espaço na chapa

A fala ocorre em meio à movimentação de Elmar Nascimento, que, segundo apuração, esteve no Palácio de Ondina discutindo uma possível aliança com o grupo petista. Entre as hipóteses levantadas está a indicação de um nome ligado ao deputado para compor como vice na disputa eleitoral.

Um dos nomes ventilados nos bastidores é o do deputado estadual Marcinho Oliveira, visto como uma alternativa de consenso entre diferentes grupos políticos.


Pressão do MDB

O debate também envolve o MDB, que atualmente ocupa a vice-governadoria com Geraldo Júnior. O ex-ministro Geddel Vieira Lima tem pressionado por uma definição e reagiu publicamente às especulações.

Em publicação nas redes sociais, Geddel afirmou que o partido está aberto a novos quadros, mas rejeita qualquer tentativa de uso da legenda como “barriga de aluguel”.


“Puxa e estica” político

Para Wagner, as movimentações fazem parte do processo natural de negociação política, especialmente em períodos próximos à janela partidária e ao calendário eleitoral.

“Perto do final da janela partidária, chegando perto da eleição, fica o puxa e estica”, disse.

O senador destacou ainda que a decisão final caberá ao governador Jerônimo Rodrigues, em conjunto com o conselho político do grupo, e afirmou que não há espaço para vetos dentro da base.

“O governador vai bater o martelo. Ele é o comandante do processo junto do conselho político. O grupo não trabalha com veto”, concluiu.


Cenário segue indefinido

Apesar das sinalizações, o cenário político na Bahia ainda permanece em aberto, com negociações em curso e disputas por espaço na chapa majoritária. A definição deve ocorrer nos próximos meses, à medida que se aproximam os prazos eleitorais.

Por Redação com informações do Bahia Noticias

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