Após a divulgação de informações sobre gastos com deslocamentos de servidores para um resort localizado no Paraná, o Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestou defendendo a atuação de sua estrutura de segurança. Segundo dados do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), revelados pelo jornal Folha de S. Paulo na quinta-feira, os valores pagos em diárias para essas viagens ultrapassam R$ 454 mil desde dezembro de 2022.
Em nota oficial, o STF esclareceu que a área de segurança institucional tem como objetivo assegurar a autonomia e a independência dos ministros, sempre em conformidade com a legislação vigente. O comunicado ressalta que cabe a esse setor realizar análises de risco, mapear ameaças e definir estratégias adequadas para proteger os magistrados em qualquer local onde estejam.
A Corte afirmou ainda que tais medidas são adotadas em razão de um cenário contínuo de riscos, que inclui desde mensagens ameaçadoras enviadas por e-mail e redes sociais até tentativas de invasão e crimes de maior gravidade. Entre os episódios citados estão os ataques de 8 de janeiro de 2023, o atentado a bomba registrado em 13 de novembro de 2024 e investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre planos concretos contra autoridades públicas.
De acordo com o STF, a atuação da Secretaria de Polícia Judicial segue rigorosamente os parâmetros legais, garantindo condições adequadas para que os ministros exerçam suas funções constitucionais de forma plena, autônoma e independente. A nota, no entanto, não faz menção direta aos deslocamentos realizados para o estado do Paraná.
A reportagem da Folha de S. Paulo, baseada em documentos do TRT-2, apontou que as viagens de servidores tinham como finalidade prestar apoio nas áreas de segurança e transporte a autoridade do Supremo Tribunal Federal na cidade de Ribeirão Claro. Os registros oficiais não informam qual ministro foi atendido em cada deslocamento.
O STF reiterou que seus integrantes são alvos frequentes de ameaças e ações hostis, o que reforça a necessidade de protocolos rigorosos de proteção institucional diante do contexto de instabilidade e risco.

